Resenha: Black Mirror 1ª temporada (Sem Spoiler)


Sinopse da série
A minissérie Black Mirror foi criada por Charlie Brooker. A minissério tem uma grande junção de Tales of the Unexpected e Além da Imaginação que fixa um grande mal estar em volta desse nosso novo mundo moderno, com muitas historias sobre as sensações de tecno-paranoicas. No elenco da serie temos: Bryony Neylan-Francis(como Sex Worker), Shawn Aldin-Burnett (como Passerby), Daniel Kaluuya (como Bing), Toby Kebbell (como Liam), Rory Kinnear (como Michael Callow) e Hayley Atwell (como Martha). 


Minhas Impressões

Trailler da primeira temporada

Acho que um adjetivo para descrever Black Mirror poderia ser a palavra assustador. A série literalmente dá um choque de realidade, criando mundos diatópicos onde a frieza e uso da tecnologia ultrapassam os limites da razão e do bom senso.
Charlie Brooker
Ao pesquisar mais pela série, encontrei no site do Adoro cinema que o criador Charlie Brooker justificou o motivo do título dessa obra. Para todos aqueles que não sabem a tradução do nome é espelho preto e essa característica pode ser encontrada na tela do celular desligado, ou mesmo de uma TV, um monitor, ou seja, está diretamente ligado aos aparelhos tecnológicos e para quem assiste a série consegue compreender que o título e a temática estão interligados em todos os sentidos. A crítica à sociedade e em como essa utiliza todos os aparatos científicos da inteligência “artificial” ao seu favor de forma negativa é o enredo principal que desencadeia todos os episódios.
A primeira temporada é constituída por três episódios de cerca de 45 minutos  que levam a reflexão de como somos dominados pela mídia, pela sociedade e principalmente em como o progresso tem afetado nossas vidas. Todas as criticas são fundamentadas em experiências cotidianas, mesmo que algumas pareçam que só vão acontecer no futuro é impossível não imaginar o quão perto e assustador está esse “amanhã”. O impacto que esse avanço tecnológico representa é retratado nas cenas e refletido em nossas dependências diárias. Afinal, alguém se imagina sem um smartfone? Todo esse vício é repercutido em nossos relacionamentos e consequentemente tem uma colisão na coletividade, tornando qualquer um submisso na era da informação instantânea.
Imagem do primeiro episódio
O primeiro episódio da primeira temporada tem como título The National Anthem que traduzindo foi nomeado como Hino Nacional. Todos os acontecimentos giram em torno do primeiro ministro britânico Michael Callow que tem a responsabilidade de salvar a vida da princesa Susannah que foi raptada, os sequestradores exigem que ele transe com um porco e que seja transmitido ao vivo. O tempo todo a atuação do ator principal é brilhante, ao ponto de sentir repulsa em todos os momentos da cópula e sem nem mostrar a cena. Apenas com atuação temos o estômago embrulhado. Por fim meditamos em como as redes sociais tem o poder de persuasão, de julgar e exprimir opiniões pré-fabricadas. A assimilação de como a humilhação pública diverte pessoas sem nem ao menos se colocar no lugar do outro ou mesmo ter sentimentos como simpatia é o retrato de como vivemos em sociedade e como interagimos com tais atrocidades. A rapidez com que tais ferramentas virtuais passam a informação e como o espectador reage a isso é na grande maioria das vezes desumano e desleal.
Cena do segundo episódio
O segundo episódio, 15 Million Merits (Quinze milhões de méritos), foca-se em como o ser humano perde boa parte da sua vida através dos dias repetitivos focados apenas no trabalho e na diversão virtual, através de jogos e reality show. Todos os cidadãos fazem a mesma coisa diariamente; pedalam para juntar dinheiro e comprar banalidades, como por exemplo: acessórios para seu avatar virtual. A maior critica consiste em como os sujeitos aceitam sem questionar o lixo que as mídias televisivas empurram, vivendo em mundo monótono e deixando que suas emoções sejam ditadas por outras pessoas. O ser pensante é dominado por uma tela de plasma!
Terceiro e último episódio
O último caso The Entire History of You (Toda a sua história) gira em torno de um microchip que grava todos os acontecimentos desde momento em que nascemos. Nele é possível acessar as lembranças e rever todos os minutos. Entretanto, assim como esse recurso tem benefícios inquestionáveis o mesmo também consegue massacrar um sujeito e destruir uma vida inteira. Nossa obsessão por querer controlar e ler o outro nos mínimos detalhes podem nos tornar os vilões de nossas próprias vidas.
O incômodo que essa série traz é incomparável, mesmo os episódios sendo independentes e podendo assistir de forma avulsa é impossível no comparar todos os dramas com a nossa realidade. Estamos caminhando para uma escuridão, onde a dependência da tecnologia é cada vez mais viciante e por isso perdemos momentos maravilhosos, sem contar que não valorizamos quem amamos. Por fim, o grande problema não é a tecnologia, mas a forma como nós usamos esse conhecimento de forma destrutiva. Assistam e me contem se concordam ou não com tal ponto de vista.



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14 comentários:

  1. Essa série é fantástica! Já estou na terceira temporada e ainda não me decidi se amo ou se detesto, porém o amor tem falado mais alto nos últimos episódios. A cena do porco me deixou nervosa e apreensiva.

    beijinhos!

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  2. Olá, tudo bem?
    Adorei a série, vou anotar aqui e espero ver depois!
    Um beijo.

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  3. Oi, essa foi uma das séries mais bem feitas que já assisti.
    Eu simplesmente me apaixonei por ela.
    A mensagem que ela passa em relação a tecnologia e a sociedade, é forte. E na maioria das vezes, ocorre de maneira subliminar, o que é genial.
    Quem não assistiu, assiste porque vale muito a pena. Beijos.

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  4. Oi,
    Estou assistindo essa série e estou curtindo bastante!
    De fato é um choque de realidade bem interessante que nos faz refletir tudo a nossa volta, principalmente voltado à tecnologia.
    Concordo com seu ponto de vista amore!
    Beijokas!

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  5. Olá, tudo bem?

    Algumas pessoas já indicaram essa série para mim, mas não tinha procurado para saber mais profundamente do que se tratava. Lendo a sua resenha, tenho certeza que devo assistir o quanto antes e irei começar hoje, pois os temas abordados muito me interessam e estou sempre discutindo-os com outras pessoas. O ser humano realmente se deixou envenenar pela tecnologia, vivemos conectados 24 horas e esquecemos de viver nossa vida, de ser feliz. Acho que é uma ótima pedida!

    Beijos!

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  6. Olá!
    Que resenha linda, amei <3
    Eu amo essa série! Maratonei em uma semana e se não fosse pelos compromissos diários teria maratonado em menos tempo.
    Os eps que mais gosto são: Queda livre e Engenharia reversa. São muito, mas muito bons!!!
    Abs e parabéns pela resenha ^^

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  7. Olá.
    Eu sempre quis assistir a série Black Mirror, mas eu só ouvi falar dela recentemente e estou com muitas série acumuladas para assistir e vou ter que esperar um pouco. Mas com certeza assim que tiver uma brecha vou assistir, pois eu fiquei bem intrigada com tudo que você falou na sua resenha. Especialmente sobre os episódios.
    Obrigado pela dica.
    Adorei o Post.
    bjsss

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  8. Oi. Essa é mais um das muitas séries da Netflix que quero começar a assistir, mas nunca tenho tempo suficiente. Já ouvi alguns comentários e isso só faz aumentar minha vontade de ver. Mas não sei se será possível. Esse mês e mês que vem vão começar todas as séries que estou ansiosa para ver e isso diminui mais inda meu tempo livre.

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  9. Olá!
    Ainda não assisti essa série, mas estou bem curiosa com relação a ela, pois já vi muitos elogios. Gostei de saber que essa série dá um choque de realidade, acho muito muito legal coisas assim.
    Claro que anotei as dicas.
    Beijos ♥

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  10. Olá!!

    Já ouvi muitos comentários dessa série, mas ainda não assisti estou com muita vontade.Parece ser super assustadora e confesso que tenho certo medo disso (kkkk) não gosto de gênero terror e ver uma série acho que ficarei com medo, é por isso que até hoje não vi kkkk


    Beijos

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  11. Oii, tudo bem?

    Adoro a série, porque ela dá um baque! Ela te joga na cara onde estamos indo, e se não tomarmos cuidado vai ser assim mesmo. Houveram vários episódios que eu fiquei em choque ao assistir, rs. Recomendo muito a série também.

    Beijos

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  12. Oieeee,
    Sempre que estou em busca de algo para assistir no Netflix, passo por essa série, mas nem de longe a sinopse deles é tão convidativa quanto a sua resenha kkkk, adorei saber sobre o que realmente fala a série, e assim que finalizar Orphan Black vou assistri.

    Obrigada pela dica, e realmente, o problema não é a tecnologia nem a evolução, mas sim a utilidade e importância que o ser humano dá as mesmas, e claro a forma como ele se utiliza de tais benefícios.

    Beijokas

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  13. Olá...
    Concordo completamente com seu ponto de vista sobre a mensagem que essa série trás... mas sinceramente não me senti cativada ainda em continuar assistindo... embora seja sobre o comportamento humano e esse tema ser bastante interessante, eu não consigo acompanhar episódios aleatórios e curto muito história sequenciais, mas não estou dizendo nunca... quem sabe se mais pra frente não volo a tentar.... Xero!

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  14. Oi, tudo bem?
    Acredita que nunca assisti Black Mirror? Sei que é uma série incrível e vejo muitos elogios por aí, mas o tempo tbm está bem curto. Gostei da análise que vc fez dos episódios, sem spoilers, e vou me esforçar para assistir o mais rápido possível.
    Bjs!

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